03 novembro 2013

Imposto sobre bicicletas no Brasil é de 40,5%, contra 32% dos tributos sobre carros

Estudo obtido com exclusividade pelo GLOBO revela que, na contramão da economia verde, alta carga tributária coloca magrelas nacionais entre as mais caras do mundo


A fábrica Verden Bikes em SP produz cerca de 40 mil bicicletas por ano
Foto: Agência O Globo / Marcos AlvesA fábrica Verden Bikes em SP produz cerca de 40 mil bicicletas por ano Agência O Globo / Marcos Alves
RIO - Embora tenha crescido no país o discurso pró-bicicleta, pelas vantagens ambientais, na saúde da população e para desafogar o trânsito, o governo tributa mais as magrelas que os carros, beneficiados por incentivos fiscais, que podem ser prorrogados até 2014. Segundo estudo obtido com exclusividade pelo GLOBO e elaborado pela Tendências Consultoria para a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), o imposto que incide sobre as bicicletas no país é de 40,5% em média, contra 32% dos tributos no preço final dos carros, de acordo com levantamento da Consultoria IHS Automotive no Brasil. A falta de incentivo fica claro na comparação do IPI: a alíquota do tributo federal é de 3,5% para carros populares, contra 10% para as bicicletas produzidas fora da Zona Franca de Manaus (ZFM, onde há isenção, mas que produz apenas 21% do total do país).
Com isso, o Brasil tem umas das bicicletas mais caras do mundo. Uma bike comum, aro 26 e 21 marchas, vendida em média a R$ 400 no Brasil, é cerca de 54% mais cara que uma similar nos Estados Unidos, onde sai por R$ 259, segundo pesquisas em sites de compras. A bicicleta dobrável, ideal para uso de forma integrada ao transporte público, custa R$ 640 no Brasil, contra R$ 477 na Alemanha.
- Com todos os benefícios da bicicleta me parece descabido este elevado grau de impostos. A população tem se conscientizado, algumas cidades estão criando infraestrutura de ciclovias e ciclofaixas, mas falta, ainda, a questão tributária - afirmou Marcelo Maciel, presidente da Aliança Bike, que reúne 53 empresas do setor.
Venda pode subir 14% com preço baixo
Segundo o estudo, em média, uma bicicleta que sai de uma fábrica brasileira tem seu preço elevado em 68,2% devido aos impostos, levando em conta o mix de produção do Brasil, uma vez que a produção de Manaus, 21% do total, tem menos impostos. Levando em conta apenas o preço de uma bicicleta fabricada no resto do país, os tributos elevam em 80,3% seu preço, ou seja, nestes casos, uma parcela de 44,5% do preço final das bikes é tributos.
Para Daniel Guth, consultor da Associação de Ciclistas Urbanos da Cidade de São Paulo (Ciclocidade), a tributação e seu impacto no preços é fundamental para estimular o uso das bicicletas no país. Segundo ele, do total de bicicletas vendidas no Brasil, 50% são destinadas ao transporte, 37% vão para as crianças, 17% usadas para lazer e 1% para corrida:
- Temos dados que mostram que 30% das pessoas que usam bicicletas no país têm renda de até R$ 600. E uma bicicleta não sai por menos de R$ 500, então o fator preço pesa muito.
Segundo a economista Carla Rossi, da Tendências, uma redução de 10% do preço pode gerar aumento imediato de 14% nas vendas no Brasil. Ela estima que, por causa do preço, o mercado das bikes, de cinco milhões de unidades em 2011, chegará a 5,9 milhões em 2018, enquanto que o potencial, com um preço mais justo, seria de 9,3 milhões de unidades.
- E uma redução nos impostos poderia auxiliar até na formalização do setor, com cerca de 40% das 235 fabricantes do país informais, de pequeno tamanho.
Quem não quer entrar na informalidade acaba se transformando em importador. É o caso da RioSouth, empresa carioca que planejava fabricar bicicletas elétricas em solo fluminense. Mas os sócios da empresa fizeram as contas e viram que suas bicicletas, que hoje custam de R$ 3 mil a R$ 4 mil - no caso da elétrica dobrável - sairiam 30% mais caras:
- Teríamos o imposto de importação de peças, pois motores e baterias não são feitos no país, e o elevado custo da mão de obra. Não conseguiríamos incentivos, pois somos pequenos. No fim, decidimos fazer o design das bicicletas e fabricá-las na China - disse Felipe Tolomei, sócio da empresa. - E esse preço ainda é alto por causa de impostos, muitos consumidores acabam optando por comprar uma scooter, que sai a partir de R$ 4 mil.
E não é apenas o preço final que afasta os usuários. Renato Mirandolla, gerente da Dádiva Bike, pequena distribuidora de peças e que também produz algumas bicicletas na capital paulista, diz que os caros insumos castigam os mais humildes:
- Um pneu de bike custa cerca de R$ 30. Um trabalhador que use sua bicicleta todo o dia precisa fazer a troca a cada dois ou três meses, isso pesa no orçamento.
Tablets substituem bikes
Everton Francatto, diretor comercial da Verden Bikes, fábrica que produz cerca de 40 mil bicicletas por ano no interior paulista, afirma que hoje o maior problema do setor é o preço. Ele lembra que uma bicicleta para o dia a dia no Brasil custa cerca de R$ 500, contra valores entre 80 e 120 na Alemanha:
- A nossa maior preocupação é justamente nas bicicletas infantis, que custam cerca de R$ 300. Nessa faixa temos uma forte concorrência com o eletrônico. Hoje o sonho de Natal das crianças não é mais a bike, é um tablet, e isso gera problemas de saúde para esta geração.
Ele explica, ainda, que apesar do setor poder integrar o Supersimples, o ICMS encarece o produto. As bicicletas estão enquadradas no conceito de substituição tributária. Pelo regime, o valor do imposto é cobrado tanto da indústria quanto do varejo, antes que o produto seja de fato comercializado. Para tanto, é realizada uma estimativa do valor final do produto ao consumidor e é feito uma cobrança quando o produto cruza uma divisa estadual.
Procurado pelo GLOBO na sexta-feira, o Ministério da Fazenda informou que não teve tempo hábil para comentar a reportagem.
HENRIQUE GOMES BATISTA

02 novembro 2013

Acompanhe como foi o Passeio Ciclístico da Escola Waldemar Amoretty Machado

   Mais uma edição do Passeio Ciclístico da Escola Waldemar Amoretty Machado foi realizada nesta quinta-feira, 31 de outubro. Uma visita ao Parque do Gaúcho foi realizada, reunindo mais de 100 ciclistas, fortificando o vínculo entre alunos, professores e direção da escola, onde foi realizado trilhas de bike, jogos de vôlei e futebol, passeios à cavalo, picnic, e muito mais, ou seja, diversão garantida para a criançada.
   Mais uma vez a competente equipe da SMTC fez uma espetacular escolta aos participantes do passeio, dando total segurança à criançada.






Acompanhe como foi o Passeio Ciclístico da Escola Félix Contreiras Rodrigues

   Nesta quarta-feira, 30 de outubro, rolou mais uma edição do Passeio Ciclístico da Escola Félix Contreiras Rodrigues, onde a criançada, interagindo com a direção e professores da escola, realizaram uma visita à Praça da Estação no Centro da cidade. Mais de 100 alunos participaram do passeio, alguns acompanhados de seus pais, enquanto os alunos da pré escola acompanharam o passeio de micro-ônibus para brincarem na pracinha.
   A equipe da SMTC ajudou a realizar a escolta dos participantes, no roteiro de ida e volta.

Concentração em frente a escola...
"Gangue dos streeteiros e rebaixados"... :P
Professores e direção em momento de descontração...
Vibração na escolha da bicicleta mais enfeitada.
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Álbum de fotos de Heron Regert

2º ano projeto Pedal no Kartódromo

   Nesta quarta-feira, 30 de outubro, foram retomadas as atividades do Projeto Pedal no Kartódromo, em parceria com a Smjel Bage e Ciclo Regert, junto à Associação Bajeense de Ciclismo e Mobilidade.
Nesta edição rolou Oficina Bike Anjo, com aprendizado de pilotagem, Pista de Habilidades para a criançada, e ainda uma Session de Street com o obstáculo de Bunny Hop.
   As atividades do projeto rolam todas as quartas-feiras, que não tenham competições de kart, sendo que na próxima edição, do dia 06/11, teremos Oficina Bike Anjo e Oficina Mão na Roda, com a realizaçãod e mais uma edição do Mini-curso de mecânica básica para ciclistas iniciantes. As inscrições para o mini-curso terão o custo de 01 litro de leite UHT para realizarmos doação ao Lar Santo Estevão.

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01 novembro 2013

MTB Noturno Especial com Bolo Surpresa para Pedro Regert

   Nesta quinta-feira, 31 de outubro, Dia das Bruxas, e véspera de aniversário de Pedro Regert, o Mountain Bike Noturno na Alexandrina teve uma edição especial, onde foi feito uma surpresa reunindo a galera do pedal, para comemorarmos a data pedalando junto à este grande ciclista e incentivador do esporte a tantos anos em Bagé e região.
   Já achávamos que o Pedro estava desconfiando da surpresa, pois ele fez o seguinte comentário no meio da tarde:
"Estou sentindo que a Alexandrina vai estar boa hoje."
O detalhe, é que apenas dois estavam presentes para sair junto com o Pedro, no horário combinado, enquanto o restante estava em frente a Escola São Pedro, para fazer a surpresa.
   Acompanhe abaixo algumas fotos de como foi a função:

Concentração surpresa...
 

A saída para a surpresa...


A chegada à loja Ciclo Regert...

A emoção tomou conta...


 
 
E o bolo estava "bem bom", já que tinha gente achando que iria ser "Bolo Sol"... :P







Dia das Bruxas... Tem que ter bruxas... 


   Parabéns Pedrão! Esta foi uma pequena e singela forma para tentarmos te homenagear...

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Álbum de fotos

28 outubro 2013

Acompanhe a visita à 13ª Oktoberfest da Trigolândia


   O município de Hulha Negra já tem como tradição a realização da Oktoberfest da Trigolândia, que chega a sua 13ª edição em 2013, ao qual recebe mais uma vez a visita dos ciclistas dos grupos de pedaladas de Bagé e Candiota. As provas do ENEM impossibilitaram a participação de alguns ciclistas, enquanto outros participaram da grande etapa do Fronteirão/Zona Sul de Mountain Bike em Dom Pedrito, sem contar com outros que ficaram com medo das chuvas do sábado e da possibilidade de barro no caminho, mesmo assim, cerca de 30 ciclistas acordaram cedo e pegaram a estrada em direção ao distrito de Trigolândia, na Hulha Negra.
   Provas germânicas, competições de veloterra, bailes e outras atividades marcaram o evento, assim como o excelente almoço e o tradicional café colonial, tudo muito bem organizado e recepcionado pela comunidade colonial alemã da Sociedade Concórdia.
   Muito obrigado pela parceria da galera que encarou este roteiro, descontração, pedal, alegria, diversão e aventura foram o foco do nosso domingo...
   Acompanhe abaixo algumas fotos desta pedalada:





 


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Fotos de Heron Regert