17 abril 2011

"Eu agi por impulso"...

... diz homem que atropelou grupo de ciclistas em Porto Alegre



O Fantástico fica frente a frente com o homem que, há dois meses, jogou o carro contra um grupo de ciclistas e feriu 17 pessoas. Em uma entrevista exclusiva, como ele explica tanta violência?

O Fantástico fica, frente a frente com o homem que, há dois meses, jogou o carro contra um grupo de ciclistas e feriu 17 pessoas. Em uma entrevista exclusiva, Ricardo Neis explica tanta violência – se é que explica? 

“Eu nunca tive a intenção de matar nenhuma dessas pessoas. Eu nem conhecia ‘eles’, não teria nenhuma razão para matá-los”, afirmou o motorista Ricardo Neis. 

Este é o atropelador. Seu nome: Ricardo José Neis, 47 anos, bancário, em Porto Alegre. Um homem que, durante toda a entrevista, tenta controlar o nervosismo e justificar seu ato. “Eu só pensei que, se eu parasse, eu seria linchado. Minha única alternativa era sair dali”, disse. 

Orientado pelos dois advogados, que acompanharam a gravação, Ricardo Neis manteve sempre a mesma versão. “Naquele momento, naquela situação, eu estava sendo agredido, eu entrei em pânico”, contou. 

O homem que atacou um grupo de 150 ciclistas com o próprio carro conseguiu na Justiça, há dez dias, o direito de responder ao processo em liberdade. “Naquele dia, eu estava indo levar meu filho na casa da mãe dele. Ele tinha passado a semana toda comigo”, lembra. 

No caminho, Ricardo deu de frente com os ciclistas do Movimento Massa Crítica. São homens e mulheres que se reúnem uma vez por mês para defender o uso da bicicleta como meio de transporte. 

Naquela noite de 25 de fevereiro, o grupo, com cerca de 150 ciclistas, percorreu um trajeto pelo Centro de Porto Alegre. Eram 19h. Ricardo e os ciclistas se encontraram em um ponto e, segundo o motorista, o grupo impediu sua passagem. 

“Fecharam o trânsito e tomaram conta da rua ali. Eu parei o carro, alguns deles se atiraram para cima do capô, outros deram alguns socos. Eu fiquei bastante nervoso, e meu filho também. Então, eu procurei apaziguar. Baixei o vidro, disse para eles que não precisavam fazer daquela maneira, porque havia lugar para todo mundo na via”, lembra Ricardo Neis. 

Um quarteirão dali, Ricardo afirma que os ciclistas abriram passagem. A situação, que parecia resolvida, se complicou. “Quando eu ultrapassei aí eu vi que eles se enfureceram. Então, nesse momento, eles realmente começaram a agredir o carro. Quebraram o espelho, deram várias batidas mais fortes. Aí, então, meu guri estava em pânico, eu fiquei em pânico também e procurei fugir”, disse. 

Às 19h10, Ricardo saiu em disparada. Imagens mostram o momento em que ele acelera e joga o carro em cima dos jovens. “Mas o senhor não poderia ter pego à direita ou uma outra rua e evitado esse atropelamento?”, pergunta o repórter. “Se soubesse que iria haver uma agressão pior, poderia ter feito isso antes”, respondeu Ricardo Neis. 

Depois de atropelar um grupo de ciclistas em uma rua na região central de Porto Alegre, Ricardo fugiu sem prestar socorro às vítimas. Foi preso e denunciado por 17 tentativas de homicídio. Chegou a ficar quase um mês na cadeia. 

“Eu agi de forma instintiva, a minha intenção era sair dali. Não estava com raiva naquele momento, eu estava em pânico, eu estava com medo. Se eu pudesse prever o que aconteceria, se eu pudesse prever a agressão, mas eu teria que ter uma bola de cristal”, alega Ricardo Neis. 

“Não era melhor o senhor parar o carro e pedir ajuda a um policial ou tentar desviar?”, pergunta o repórter. “Como? Não haveria tempo, não haveria tempo. Você há de convir comigo que você não pode ter uma manifestação, uma passeata no meio do trânsito”, justifica Ricardo Neis. 

Os ciclistas Marcos, Suryan e Ricardo estavam no grupo que pedalava naquela noite. Eles contestam a versão do atropelador: dizem que não foram eles que começaram a confusão. 

“Naquele evento ninguém, não tinha nenhuma pessoa tomando atitudes agressivas. As pessoas ficaram até em volta do carro para tentar parar ele, porque ele estava, de fato, acelerando, dando aquelas pequenas aceleradas para passar”, conta o ciclista Suryan Cury. 

Ninguém quebrou o carro dele, ninguém! Bateram na janela: ‘Calma aí, vamos conversar’, e ele não se mostrou nem um pouco aberto ao diálogo”, comenta Marcos Rodrigues, uma das vítimas. “Ele é um exemplo de muitos motoristas que estão por aí descontrolados”, aponta Ricardo Ambus, outra vítima do atropelamento. 

“Porque realmente eu estava totalmente transtornado e ainda fiquei durante um bom tempo”, afirma o motorista. “Então, o senhor disse que tinha problemas psiquiátricos, que iria ser internado, é isso?”, pergunta o repórter. “Não, não. Na realidade eu não tinha problemas psicológicos, eu fiquei com problemas, o que o médico colocou lá foi estresse pós-traumático”, diz o motorista Ricardo Neis. 

O ciclista Marcos Rodrigues também aparece rapidamente nas imagens no momento em que o motorista avança sobre o grupo. “Foi aí que eu olhei para trás e vi gente voando por cima do carro. Aí eu pensei: ‘Bom, eu tenho que sair daqui’. Só que eu acordei no chão”, conta. 

“Graças a Deus que foram lesões leves e danos materiais. Graças a Deus. Não estou nem preocupado com meu carro, que não aconteceu nada pior”, disse o motorista Ricardo Neis. 

Segundo o Ministério Público, Ricardo Neis tem um histórico de infrações no trânsito. São cinco multas em dois anos. Entre elas, por dirigir na calçada e ultrapassar na contramão. Na vida pessoal, Ricardo foi acusado de tentar agredir a ex-namorada com uma machadinha e um facão, dentro do carro, em junho do ano passado, mas a denúncia não virou processo. 

O promotor Eugênio Paes Amorim acredita que um homem com o perfil de Ricardo não deveria estar em liberdade. “Ele sabe que está com um carro altamente potente, com motor potente, atuando contra ciclistas, veículos mais fracos e mais expostos. Ele tinha plena ciência de que, com aquela ação, ele podia matar as pessoas, esta é a acusação inicial”, afirma. 

“O senhor sente algum remorso?”, pergunta o repórter a Ricardo Neis. “Claro que eu pensei muito nisso. Claro que isso que você está colocando, eu me pergunto muito: ‘Será que eu avaliei certo aquele momento?’. Eu realmente penso isso”, diz o motorista. 

15 abril 2011

Entrevista

Confira entrevista (em inglês, segue tradução abaixo) com Tom Vanderbilt, autor do livro “Traffic: Why we drive the way we do (and what it says about us)”. 



Mark Gorton: [00:02] Oi, eu sou Mark Gorton e estou aqui hoje com Tom Vanderbilt, autor do livro “Trânsito: Porque dirigimos da forma como fazemos e o que isso diz sobre nós.” E eu pessoalmente gostaria de recomendar este livro. É um dos melhores sobre o tema do trânsito e transporte, que é reconhecidamente um gênero um tanto obscuros.

[00:24] Parece que um dos grandes temas em seu livro, e você tem capítulos inteiros sobre isso, é quase como os motoristas desconhecem completamente seu próprio comportamento e as implicações de seu comportamento.
Tom Vanderbilt: [00:36] Às vezes me pergunto se eu deveria ter chamado o livro “Feedback”, porque muita coisa sobre isso é sobre pessoas respondendo a feedback, seja quanto ao tráfego em geral, ou a maneira como nos comportamos em um automóvel. Você dirige para o trabalho, você chega em casa. Você pode ter sido envolvido em algum tipo de atrito no trânsito. Pode ter havido situações em que você não teria sido capaz de evitar que algo desse errado, mas nós não temos recebemos essa informação. E cada dia que você não entrar em uma espécie de acidente incentiva [a repetição desse comportamento em] você.
Mark: [01:00] Existe uma empresa chamada Drive Cam? Por que você não descreve o que eles fazem?
Tom: [01:06] Eles têm uma pequena câmera montada no painel ou janela de visualização montado na traseira da câmera que é como uma espécie de TiVo, fica sempre gravando. E eles também têm alguns acelerômetros no dispositivo e alguns deles têm GPS sincronizado. E sempre que há um evento de freada brusca ou um evento de governo, a câmara responde e grava os últimos momentos [antes do evento]. Esta câmera abre a janela para a vida interna do motorista, que eu acho que foi desconhecida por muitas décadas. Até que você realmente pudesse instalar algum tipo de tecnologia em um carro discretamente, como você sabieria o que as pessoas estavam realmente fazendo? As pessoas, com esse sistema, podem ser ensinadas. Eles podem ver onde eles cometeram erros. Esse mito de que a pessoa é uma motorista perfeita foi destruído.
(enquanto isso, fica mostrando cenas absurdas das distrações dos motoristas).
Mark: [01:44] Um monte de vezes, essas câmeras estão gravando os eventos que os motoristas não estão prestando atenção porque estão mexendo em algo no carro ou mensagens de texto ou até mesmo cochilando. É uma surpreendente que você veja essas situações onde o condutor está completamente inconsciente do que está acontecendo. E às vezes essas câmeras estão filmando pessoas nas ruas que estão quase sendo mortas, e a menos que a câmera tivesse capturado isto o motorista não teria nenhuma idéia que isso aconteceu porque ele estava distraído.
Tom: [02:10] É famoso o vídeo do gorila, por Daniel Simons, psicólogo cognitivo, eles têm um livro chamado de “O Gorila Invisível”. A idéia desse livro é de que você pode [não ver uma coisa por] estar procurando outra coisa. Você pode estar procurando um carro, por exemplo, quando há um cruzamento, quando há um carro vindo. Se algo acontece que não coincide com o foco do que sua mente está preparada para ver naquele momento, você pode de fato não perceber, mesmo que você esteja olhando diretamente para ela. E eles chamam isso de “olhou, mas não viu”, que é uma expressão curiosa.
Mark: [02:36] Uma das coisas que você diz em seu livro é sobre a idéia de que os motoristas estão dentro de uma a bolha, no carro, que de certa forma desliga as pessoas [sobre o que acontece] do lado de fora. E que as pessoas estão quase completamente inconscientes do impacto que sua condução tem sobre as pessoas fora do carro.
Tom: [02:54] Sim, eu acho que tanto filosófica e literalmente. Foram feitos testes interessante onde eles cobrem o velocímetro com fita e, em seguida, colocam as pessoas em diferentes tipos de carros. Em carros que possuem uma cabine mais silenciosa, as pessoas realmente conduzem consideravelmente mais rápido. E eu estava apenas olhando para um anúncio do novo Acura (marca de carro), tem todo tipo de tecnologia de cancelamento ativo de ruído de que elimina o ruído indesejado do motor, fazendo a cabine ainda mais silenciosa, reduzindo outra fonte de feedback que estaria vindo através da cabine, e isolando o motorista para fora do mundo externo.
[03:26] Ultimamente, os próprios condutores estão indo um passo além, claro, se envolvendo com dispositivos móveis, que se você pensava que era ruim antes, o nível de separação, agora ela se foi além de um modo totalmente diferente.
Mark: [03:41] Deixe-me ver se eu posso encontrar isso no seu livro. “Os veículos estão se movendo em velocidades para as quais não temos preparo evolutivo. Durante a maior parte da existência da espécie humana, nós não tentamos tomar decisões interpessoais em alta velocidade.” Nós vivemos em uma cidade onde você tem essa interação entre as pessoas passando na rua em velocidades rápidas e as pessoas que estão caminhando na rua, e é quase como se eles estivessem em mundos completamente diferentes.
Tom: [04:08] O ser humano provavelmente começa a perder contato visual em torno de 25, 30 quilômetros por hora. Isso é exatamente quando o nível de letalidade potencial para pedestres realmente começa a subir. A até 25 quilômetros por hora, um pedestre ainda tem uma boa chance de sobreviver a um acidente com um carro. Mas, além disso, a letalidade realmente começa a aumentar. Então, justamente o momento em que nós nos desligamos do contato visual é realmente aquele momento em que não somos mais capazes de sobreviver a um impacto. Portanto, apenas um tipo interessante de sugestão do que acontece lá fora (?).
Mark: [04:36] São várias as vezes que você vê alguém fazer algo que é realmente irresponsável, que quase mata uma outra pessoa. E então você olha no carro, e enxerga uma pacata senhora, ou algo parecido. Eu meio que me pergunto como é que alguém que claramente nunca iria empurrar alguém escada abaixo ou para fora da borda de um penhasco ou algo assim, pode quase bater em alguém com um carro indo 30 milhas por hora (vídeo mostra várias cenas).
Tom: [05:01] Eu acho que os principais fatores são o anonimato e, novamente, a falta de feedback. Se você olhar para os chats da Internet, por exemplo, você assina com um código, não é seu nome real. Você perde o impulso para se comportar de uma forma cívica. Há menos “cola social”, mantendo as pessoas juntas.
Mark: [05:21] Quando você está numa cidade, apenas fazendo a curva em um cruzamento, e ainda em uma cidade densa como Nova York, com um monte de gente, há momentos em que as pessoas realmente forçam seu caminho através de um cruzamento com um carro. E mais uma vez falar sobre como as pessoas se esforçam muito para não fazer contato visual, porque então eles de certa forma não são responsáveis ​​por suas ações?
Tom: [05:39] A polícia de Chicago fez algumas dessas batidas. Eu acho que batidas, blitzes, são úteis para chamar atenção para algumas dessas questões. O mais preocupante foi que quando os motoristas desciam do carro e o policial começou a falar com eles, emitindo a multa, uma grande quantidade de pessoas simplesmente não sabiam que eles estavam realmente fazendo alguma coisa errada. Eles diziam: “Ah, a luz estava piscando, o sinal estava vermelho para o pedestre” como se esse pedestre não tivesse o direito estar na faixa de pedestres. Portanto, há uma espécie de incompreensão fundamental ou falta de entendimento sobre as leis de trânsito. É muito fácil obter uma licença, é muito difícil perder uma, neste país, eu acho. Você pode ter múltiplas infrações, um comportamento dos mais agressivos ao dirigir, e você ainda continua com uma licença.
Mark: [06:19] Basicamente, o único feedback que as pessoas recebem é quando recebem uma multa de trânsito ou quando se envolvem em um acidente. E essas coisas acontecem uma vez a cada vários anos para a pessoa média. Isso se chegar a acontecer alguma coisa.
Tom: [06:32] Sim, e mesmo nesses casos, com base na dissonância cognitiva e algumas outras teorias psicológicas. Há um livro maravilhoso chamado “Erros foram cometidos, mas não por mim”, eles usam o exemplo de ir para uma dessas escolas de tráfego que você tem que ir para Los Angeles, se você acumulou pontos suficientes em sua licença. Eles são uma espécie de piada. Eles realmente não melhoram a segurança do tráfego de acordo com os estudos que têm sido feitos, mas você meio que tem que ir lá e assistir algumas aulas por um tempo. E as pessoas são convidadas a explicar o que eles fizeram. E você anda ao redor do círculo e ninguém assume. Eles todos dizem que “foi o outro cara”.
[07:05] E isso leva a mais uma informação psicológica que eu quero trazer, um outro fenômeno que é, eu acho, importante no tráfego, o chamado erro fundamental de atribuição. Quando vemos alguém fazer algo, psicólogos argumentam, é fácil para nós culpar a pessoa, ou atribuir a razão para o que ela fez sobre essa pessoa, sobre sua natureza. Quando nós mesmos somos convidados a explicar por que fizemos algo, temos tendência a culpar as circunstâncias. A maneira de pensar sobre isso é como dizer “Você caiu. Eu fui empurrado.” Esse tipo de coisa acontece o tempo todo no trânsito, onde nós estamos fazendo estes julgamentos precipitados sobre outras pessoas. E isso leva ao que eu estava falando sobre os conflitos modais. As pessoas realmente não entendem o que os ciclistas possam ter que fazer quando em um bicicleta, então elas atribuem a a algo sobre aquela personalidade, “Bem, é um ciclista”. Enquanto que um motorista eles poderiam estar mais dispostos a perdoar, porque é algo com quem eles estão mais familiarizados. Então, novamente, eu acho que é apenas outra forma de desconexão.
Mark: [08:00] Eu acho que mesmo as pessoas responsáveis ​​pela aplicação do tráfego não entendem a forte correlação entre a velocidade e a gravidade dos acidentes e mesmo de ser capaz de reagir com rapidez suficiente. E em muitos destes comportamentos você tem bastante preocupação com uso de celular, porque é tão extremo. Mas qualquer coisa que possa distraí-lo em tudo, mesmo sintonizar a rádio no carro, que todos estes comportamentos criam as situações perigosas que probabilisticamente levam a falhas. E assim, se você quiser resolver o problema de verdade e reduzir o número de acidentes, ferimentos e mortes, você tem que ir atrás dessas causas. Você tem que ir atrás de excesso de velocidade. Você tem que ir atrás de passar o sinal fechado. Você tem que ir atrás de condução imprudente. Você tem que, de certa forma, reformular a construção das ruas para fazer essas coisas acontecem.
Tom: [08:49] Exatamente. E tipo, enquanto eu que gosto de bater na responsabilidade pessoal – e as pessoas precisam estar atentas a isso – sabemos que os acidentes vão acontecer. Nós somos seres humanos, não somos perfeitos. As coisas vão dar errado. Então, novamente, volto à idéia de uma trânsito mais tolerante [a falhas]. E uma das coisas que sempre foi deixada de fora dessa equação era se você reduzir a velocidade, os motoristas têm mais tempo para corrigir seus próprios erros e evitar que algo dê errado. E isso tem ficado de fora da equação, ficamos obcecados com coisas como remover os obstáculos das estradas, quando na verdade os obstáculos podem, em certo sentido, ser o próprio dispositivo de segurança.
Mark: [09:25] Bem, muito obrigado por estarem aqui. E mais uma vez, um excelente livro para quem está interessado ou ter de lidar com o tema do trânsito. É muito informativo e surpreendentemente prazeroso, considerando o tema.


Fonte: Vá de Bici
Link original: http://vadebici.wordpress.com/2011/04/15/video-com-entrevista-traduzida-com-tom-vanderbilt/

Não percam o Fantástico do próximo domingo

O programa Fantástico, da emissora Rede Globo, destaca na sua edição do próximo domingo:


Motorista que atropelou 17 ciclistas em Porto Alegre fala pela primeira vez

Você vai ver também a versão das vítimas do atropelador.

Conversamos com o motorista que atropelou um grupo de 17 ciclistas há dois meses em Porto Alegre. Como é que ele explica tanta violência?





Fonte: Globo.com

Acros inova com sistema de marchas hidráulico

Acros A-GE - Câmbio dianteiro hidráulico montado

A empresa alemã Acros não é muito conhecida dos brasileiros, mas possuem fama na Europa por produzirem peças de alta qualidade, feitas na própria alemanha. A fama da empresa sempre esteve nos cubos e caixas de direção, por serem um dos primeiros a oferecerem rolamentos de cerâmica, opções de cores anodizadas e até gráficos customizados feitos a laser.

O Pedal já teve o privilégio de visitar a fábrica, ainda em 2008, podendo conhecer o grande nível de qualidade empregado na produças das peças, podendo ser visto nesta matéria.


Acros A-GE - Câmbio traseiro hidráulico montado

O novo Acros A-GE torna-se o produto mais ousado da empresa: um sistema de câmbios e passadores hidráulicos, que pesa menos que os Shimano XTR, possui apenas uma alavanca de cada lado para subir e descer as marchas e pode ser usado em cassetes de 8, 9 ou 10 velocidades!

O sistema usa um par de cabos hidráulicos para cada câmbio, que são acionados por óleo mineral, com apenas uma alavanca em cada lado do guidon para acionar cada câmbio. O acionamento não é feito apenas apertando a alavanca para frente ou para tras, mas sim em diagona para cima ou para baixo. O peso total do sistema fica em 426.4g e, por enquanto, foram produzidos apenas 250 unidades que serão vendidas por um preço ainda alto: 2.306 dólares.

Acros A-GE - Passador hidráulico montado

Outros detalhes também tornam o sistema interessante: É possível passar até 3 marchas de uma vez com um aperto da alavanca; é possível inverter o acionamento para subir ou descer marchas com acionamento para cima ou para baixo; existe menos fricção, portanto a passagem de marchas é mais suave; pode ser usado com qualquer pedivela, coroa, cassete e corrente; funciona melhor no frio e em condições adversas, sem nunca emperrar com lama.

O Acros A-GE não é o primeiro sistema hidráulico a ser criado. No meio dos anos 90 um sistema foi inventado, mas não funcionou como esperado. Com novas tecnologías e o talento alemão para engenharia, o novo sistema, aliado à competência da marca promete sucesso. Agora é esperar e testar para ver!

Acros A-GE - Câmbio dianteiro hidráulico


Peso dos componentes:

Passadores (cada um): 64.85g
Câmbio traseiro: 159.84g
Câmbio dianteiro: 79.15g
Conduítes hidráulicos (trás): 24.26g
Conduítes hidráulicos (frente): 17.16g
Óleo (trás): 9.00g
Óleo (frente): 7.25g

O site da Acros é: http://www.acros.de

Estilo Shimano

Dia 10 de Abril estreou no SBT em Rede Nacional, o quadro Estilo SHIMANO que passa a fazer parte do programa Pesca Alternativa, exibido aos Domingos às 07:00 da manhã. A “novidade” (bicicleta dentro de um programa de pesca) é justificada pela própria SHIMANO que é a maior fabricante mundial de componentes para Pesca e Bicicleta. Sendo assim, comemorando os 90 anos da empresa japonesa, surge com bastante energia, informação e entretenimento o Estilo SHIMANO.


O programa especial que combina com muita sutileza Pesca & Bicicleta está programado para ter 12 exibições, passando a cada 15 dias: a estréia foi dia 10/04 portanto os próximos serão dias 24/04 e 08/05 e assim por diante. O público fiel do programa reagiu positivamente à novidade, e os amantes da bicicleta que decidiram acordar mais cedo no Domingo, gostaram da Mistura de muito bom gosto.



Não perca as próximas aventuras de Lusca Pacheco, um verdadeiro peixe fora d’água envolvido com o mundo da bike e de Ronaldo e Luiz, técnicos da SHIMANO que em matéria de pesca ainda estão usando rodinhas!

Acesse o site do programa, clique aqui.

Fonte: Shimano Latin America

14 abril 2011

Agende seu find!!!

O final de semana está chegando, e com certeza não dáh para ficar parado. Neste post seguem algumas dicas para que vc possa agendar as suas pedalas.
Sábado
  • (Bagé) Às 16h sai um grupo de treinamento para encarar um trecho de 120 km, a saída será do Tênis Clube, indo pelo asfalto em direção à Dom Pedrito e retornando por estrada de chão e trilhas, passando pela Picada do Alonso. (Obs: Nível elevado de pedaladas, cada ciclista deve ser auto suficiente com seus equipamentos)
  • (Bagé) Às 16:30 sai da Ciclo Regert a tradicional Pedalada do Batom & Pedalight. O roteiro deste grupo é leve e indicado para ciclistas iniciantes.

Domingo
  • (Bagé) O tradicional Pampedal tem a sua saída todos os domingos às 09h na praça Santos Dumont, em frente a Ciclo Regert. Os roteiros deste grupo são para ciclistas iniciantes, mesclando asfalto e estradas de chão. Indicado para ciclistas que já venceram a barreira dos 30 quilômetros.
  • (Bagé) Alguns dos ciclistas que encaram o Pampedal estão programando uma Pedalada/Almoço em Aceguá. A saída será às 07:30 em frente ao Banco do Brasil.
  • (Camaquã) A cidade será palco de mais uma etapa do Campeonato Zona Sul de Mountain Bike Maratona. Ciclistas de todo estado, inclusive de Bagé, estarão participando deste evento organizado pela União Lourenciana de Ciclistas. 

Mountain Bike

Equipe Bike Mania

Com organização da APECI / Equipe Bike Mania, acontece no feriado do dia 21 de abril a 2ª etapa da Copa Bike Mania de Mountain Bike, na cidade de Dom Pedrito.

A prova será realizada na pista da prainha em circuito de cross country, com largadas oficiais apartir das 13h.

Vale lembrar que este evento é aberto somente para pilotos pedritenses, com o intuito de elevar o nível e o número de pilotos da cidade.

Fonte: wwwequipebikemania.blogpost.com

Pedalando sobre as águas...

... isso mesmo, este foi o resultado da escultura cinética criada por Kecskeméti Zoltan, no rio Danúbio, em Budapeste.


A correnteza do rio faz com que as rodas girem, dando a impressão que o "ciclista de ferro" está pedalando.


Eu queria uma obra dessas em Bagé!



Fonte: Zoltan http://vimeo.com/user3330370

Novidades na CICLO REGERT!!!


Conheça o novo setor de vestuário na CICLO REGERT e aproveite a promoção dos conjuntos Camisa + Bermuda REFACTOR VELO por apenas R$ 92,00. (Camisa com sistema Tecnodry e bermuda forração Coolmax)
Poucas unidades!!! 


A marca REFACTOR está entrando novamente em nosso estoque, e vc ainda encontra muitas novidades da BARBEDO Sports, ADENOSINA e MAURO RIBEIRO.

Conheça também os novos capacetes MICHELIN MX1 e MS:


Horário de atendimento
Manhã: 08h ao meio dia
Tarde: 13:30 às 19h

Endereço: 
Rua Carlos Barbosa, 1466 (Bagé - RS)

Contatos
Telefone: (53)32424866
Msn: cicloregert_bage@hotmail.com

12 abril 2011

Capacetes...


 
De acordo com o Ministro do Ciclismo do Reino Unido, Norman Baker, a utilização de capacetes deve ser obrigatória para crianças, porém adultos devem ter o direito de escolher se vão utilizar ou não o acessório de segurança. Além disso, o ministro diz que a obrigatoriedade em utilizar o capacete desestimula algumas pessoas a andar de bicicleta.
“Um dos meus maiores prazeres em andar de bicicleta e sentir o vento nos cabelos, mesmo os poucos que me restam” declarou o Ministro. Baker admite não utilizar capacete quando anda de bicicleta.
Como os benefícios em andar de bicicleta são muito grandes, em termos de saúde, melhorias no transito, emissões de poluentes e uma série de outras vantagens, Baker não quer impor obstáculos para a pratica do ciclismo e sim estimulá-la.
Quando perguntado se o Ministro do Ciclismo não deveria dar o exemplo utilizando o capacete. Ele respondeu que o Ministro do Ciclismo deve dar o exemplo praticando o ciclismo, se ele fosse o Ministro da Segurança ele deveria dar o exemplo usando capacete.
A discussão sobre a obrigatoriedade do uso do capacete é uma discussão antiga na Europa e pelo que parece vai continuar por um bom tempo.
Foto: Getty Images
No Brasil a utilização de capacetes de proteção é obrigatório somente em competições e eventos ciclísticos, e em algumas rodovias a PRF também está indicando a utilização (Bagé é exemplo disso).
E o que será que o ciclista abaixo acha da utilização do capacete?
Lugar de capacete é na cabeça... SEJA ESPERTO!!!

Bicicross

Pilotos de Bagé se destacam em prova de bicicross neste último domingo, 10 de abril.

Na foto, Vinícius Assumpção.


Antecipando a tão esperada abertura do Campeonato Gaúcho de Bicicross 2011, a cidade de Campo Bom contou a participação de 89 pilotos de todo estado para encararem as baterias da 1ª etapa da Copa Vale dos Sinos de Bicicross.


A prova foi realizada na tradicional pista municipal do parcão (Parque Arno Kuntz), com organização da Federação Gaúcha de Bicicross em parceria com a Liga Campobonense de Bicicross, tendo como apoio a Prefeitura Municipal de Campo Bom


Confira abaixo os resultados de nossos pilotos:


Categoria FourX
Eric Aubert e Juliano Batista fizeram uma dobradinha espetacular ficando com a segunda e primeira colocação do pódio.


Categoria Expert 19 anos +:
O piloto Geraldo Lujan, entrou o ano com todo gás e obteve a primeira colocação, enquanto Vinícius Assumpção após dois tombos nas duas primeiras baterias, ficou com a 4ª colocação na etapa.


Categoria Junior Man:
Eric Souza em seu segundo ano de competições ficou na 3ª colocação.


Categoria Open Cruiser
Estreando nesta categoria, Maxuel Filho ficou com a 6ª colocação.


Categoria Elite Cruiser
Após ter conquistado a 4ª colocação no ranking estadual de 2010 na categoria Open Cruiser, Diego Milano, o "Seco", resolveu encarar o gate da categoria Elite Cruiser e conseguiu faturar a  2ª colocação.


Categoria Elite Master
Competindo pela Equipe Bagé de Bicicross, o piloto Pedro Paz que está residindo em Caxias do Sul, demonstrou muita força em suas largadas e subiu ao pódio na 3ª colocação.


Categoria Elite Man
Único representante bageense na categoria que é considerada a fórmula 1 do bicicross, Carlos Chagas, o "Guga", sofreu um forte tombo ainda nos treinamentos do domingo pela manhã e não pode largar.


Agora os olhares e os preparativos dos treinamentos estão voltados para a abertura do gauchão de BMX no dia 15 de maio, também em Campo Bom.


Parabéns aos pilotos e a organização do evento!!!

Foto do dia!!!

Sem palavras...

Pedalight & Pedalada do Batom

Aí está a galera que encarou o pedal do sábado à tarde neste dia 09 de abril, com um roteiro estendido para os ciclistas de plantão, e um reduzido para os iniciantes, que desta vez foram três, recebendo o auxílio especial da Prof. Karla Torrescasana, que já está expert no quesito PEDALADAS. 


O Pedalight e a Pedalada do Batom dos sábados à tarde estão tendo a sua saída às 16:30, chegue antes se precisar pequenos reajustes em sua magrela, ou antecipe suas manutenções em nossa oficina especializada.

11 abril 2011

Supercross

O americano Sharrah Corben e a francesa Manon Valentino foram os vitoriosos deste final de semana em mais uma edição da Copa do Mundo de BMX Supercross, evento realizado na cidade de Pietermaritzburg, na África do Sul.

Confira abaixo os resultados, algumas fotos e link's especiais:


ELITE MENELITE WOMEN
1 Corben Sharrah/USA - 2 Khalen Young/AUS1 Manon Valentino/FRA - 2 Gabriela Diaz/ARG
3 Joris Daudet/FRA - 4 Raymon vd Biezen/NED3 Sarah Walker/NZ - 4 Magalie Pottier/FRA
5 Andres Jiminez/COL - 6 Robert De Wilde/NED5 Caroline Buchanan/AUS - 6 Vilma Rimsaite/LTU
7 David Herman/USA - 8 Marc Willers/NZL7 Stefany Hernandez/VEN - 8 Lauren Reynolds/AUS








Fonte: Site BMX Mania (Veja a cobertura completa)

Copa União de Mountain Bike

A cidade de Dom Pedrito recebeu neste domingo, 10/04, a 2ª etapa da Copa União de Mountain Bike 2011, recebendo a visita e a participação de atletas de várias cidades da zona sul de nosso estado. 

A prova foi dividida em dois percursos, 40 e 60 Km, conforme a divisão de categorias. 

A pista teve um grau técnico excelente, mesclando a maratona com pequenos trechos de cross country, a poeira do percurso foi uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pilotos e o ponto de hidratação em ótima localização pode ser utilizado duas vezes pelos atletas que enfrentaram o percurso maior.

Os vencedores da prova na geral foram:
  • 40 Km Lucio Prates - Rosário do Sul (Cat. Master C) 1:26:00 
  • 60 Km Tiago Ramos - Bagé (Categoria Elite) 2:06:47


Confira a classificação da etapa:
Cat. Feminina
1º- Beatriz Albrech - Dom Pedrito
Cat. Estreante
1º- Jorge Flores- Dom Pedrito
2º- Igor Santos- Dom Pedrito
3º- Geovani Camargo - Caxias do Sul
4º- Jorge Schidhnher- Camaquã
5º- Rogerio Teixeira -Bagé
Cat. Juvenil
1º- Junior Carvalho - Dom Pedrito
2º- Bruno Camargo -Dom Pedrito
3º- Felipe Alves -Dom Pedrito
4º- Danilo Simões - Dom Pedrito
Cat. Junior
1º- Erlan Aita - Alegrete
2º- Roberto Viana - Rivera
3º- Leonardo Oliveira- Alegrete
4º- Gabriel Bueno- Dom Pedrito
5º- Romário Pardelinhas - Dom Pedrito
Cat.Sub 23
1º- Dion Carreira - Dom Pedrito
2º- Brain Gomes - Dom Pedrito
Cat. Sub 30
1º- Juan Chaves Bueno - Dom Pedrito
2º- Marcelo Salvador- Alegrete
3º- Allende Bueno - Camaquã
4º- José Henrique Paz - S. Livramento
5º- Fernando Flores Correa- S.Livramento
Cat. Master A
1º- Paulo Augusto Gomes- Dom Pedrito
2º- Elizandro Fernandes - S. Livramento
3º- Adilson Geri- Cristal
4º- Alvaro albornoz - S. Livramento
5º- Pablo Superi - Paysandu
Cat. Master B
1º- Valdeni Backaus - Camaquã
2º- Adão Freitas - Bage
3º- Juan Jardim - Bage
4º- Altair Teixeira - Candiota
5º- Gilson Minuzzi - Dom Pedrito
Cat.Master C
1º- Lucio Prates - Rosario
2º- Paulo Roberto Regert - Bage
3º- Jesus Bueno -Dom Pedrito
4º- Waldemar Fagundes - Candiota
5º- Jose Nunes - Piratini
Cat. Elite
1º- Tiago Ramos - Bage
2º- Marcelo Leon- Dom Pedrito
3º- Luciano Macedo- Rio Grande
4º- Roberto Fabian-Rivera


Clique no slide abaixo para acessar o álbum de fotos:

Este campeonato tem o apoio das empresas abaixo e a organização do evento está a cargo da Equipe Bike Mania/APECI. 


Apoio:


Parabéns à todos que se envolveram e participaram de uma forma ou outra na organização deste evento que com certeza, foi excelente!!!