28 novembro 2013

Abaixo assinado IPI ZERO para bicicletas

Bicicleta para Todos é uma rede de pessoas, empresas e entidades que visam ampliar o acesso de brasileiros à bicicleta, seja como meio de transporte, lazer ou prática esportiva.

Facilitar este acesso significa compreender os movimentos históricos que afetam o pleno desenvolvimento de uma cultura adequada ao ciclismo urbano e rural. Seja através da ausência de políticas cicloviárias adequadas, seja como um bem de consumo não ajustado ao poder de compra dos brasileiros. É especialmente sobre este último aspecto que o BPT (Bicicleta para Todos) se debruçará mais intensamente.

O surgimento da rede Bicicleta para Todos revigora históricas batalhas pela redução dos impostos do setor de bicicletas no Brasil, contando com parceiros e apoiadores que simbolizam este passado e indicando caminhos possíveis para, decididamente, mudarmos este cenário.

Como um galo sozinho não tece uma manhã, o movimento tem sua argumentação fundamentada na colaboração de alguns parceiros e apoiadores. Em especial no recém-lançado estudo da consultoria Tendências, que aprofundou os impactos dos tributos sobre o setor, apontando para cenários possíveis de redução de carga tributária (suas vantagens e implicações), com impactos imediatos no acesso à bicicleta - especialmente daqueles que dela dependem para se deslocar no seu dia-a-dia.

Hoje o Brasil é o 3º maior produtor de bicicletas no mundo, perdendo apenas para a China e para a Índia. É o 5º maior consumidor de bicicletas no mundo, representando uma fatia de 4,4% do mercado internacional. No entanto, quando observamos o consumo per capita de bicicletas, caímos para a 22ª colocação, o que significa um mercado emergente e um potencial de crescimento enorme.

Por fim, é premissa da rede Bicicleta para Todos sensibilizar a opinião pública, bem como os tomadores de decisões, sobre a realidade do mercado de bicicletas no Brasil. São dados alarmantes e que representam entraves históricos para tornar a bicicleta mais acessível. Realidade esta que distancia, portanto, os brasileiros dos benefícios naturais do ato de pedalar, como a redução de doenças aliadas à falta de atividade física, melhoria da qualidade do ar, aumento do convívio social e da mobilidade urbana.