08 abril 2011

Jornal Minuano destaca a utilização das bicicletas no trânsito de Bagé

Ciclistas reclamam de desrespeito
O trânsito de Bagé não se destaca por ordeiro e organizado.




Por mais que sejam implementadas ações no sentido de regular o fluxo de veículos, sempre surgem as reclamações. Com um número muito grande de carros e motocicletas, a cidade tem as ruas congestionadas em muitos pontos centrais e, até mesmo, em áreas mais afastadas e de grande fluxo. Nesse panorama, os ciclistas sofrem com o desrespeito. Muitos confessam que andam de bicicleta por necessidade, mas sempre com a atenção redobrada, pois os carros, muitas vezes, oferecem um perigo real em função da irresponsabilidade ou desatenção dos condutores. O aposentado César Camejo, de 63 anos, utiliza a bicicleta mais como um hobby e para manter-se em atividade. Mesmo assim, nota que ainda é grande o desrespeito ao ciclista. As ciclovias melhoraram um pouco esse cenário, mas trouxeram outro problema, comentou o aposentado. Projetadas para garantir o fluxo numeroso de ciclistas, as ciclovias se tornaram pistas de caminhadas e também rota preferencial de pedestres que, ao invés de circularem pelas calçadas ou passeios, usam a via para cumprirem seus trajetos. “Antes não tinha calçada, agora têm e eles andam na ciclovia. Para quê?” questionou.
O empresário Pedro Regert, proprietário de um comércio especializado em ciclismo, conhece o assunto e analisou alguns aspectos. “Ainda estamos com pouco respeito às leis e aos ciclistas. Melhorou muito, mas ainda estamos longe do ideal”. Segundo Regert, esse ideal é que todos respeitassem a todos e houvesse maior responsabilidade no trânsito. Ele comparou duas situações: “O motorista, seja de carro, caminhão ou ônibus, passa por um curso de aprendizado, tem a sua carteira de habilitação e está, de certa forma, protegido pelo veículo. O ciclista não. Está desprotegido e em desvantagem. Na maioria dos casos não está capacitado ou com equipamento. Geralmente não conhece a legislação. E sempre vai ser mais vulnerável”. A chave para o problema parece ser a consciência e a educação no trânsito, metas que são perseguidas pelos órgãos nacionais de trânsito e, no âmbito municipal, pela Secretaria de Transportes e Circulação, que promove diversas campanhas de conscientização e educação para o trânsito.


Fonte: Jornal Minuano